-----14:5 - O Regente de Junho 2015
Análise Numerológica para Junho 2015   “Observa uma fogueira e apaixona-te pelo fogo, irás encontrar nele a inquietação e a alegria, a luz e a sombra, a dança das chamas, a madeira enegrecida que morre e de repente crepita de novo. O fogo tornar-se-á teu irmão e dar-te-á a sua bondade.”   Sabedoria Ameríndia     14/5 – O Regente de Junho 2015   O mês de Junho cujo regente é 5, redução de 14, continua a apelar para o momento atual, relativamente às mudanças graduais que nos têm estado a ser pedidas, enquanto indivíduos e também ao nível coletivo.   Se atentarmos no regente natural do mês de Maio, que é 5 (Maio é o quinto mês do ano) e pegarmos nas palavras que escrevi a esse propósito: (“A proposta do 5 é a abertura à mudança e a par com o 13, proporciona a quem está nesse caminho, iniciar uma nova e excitante etapa neste período. É preciso ser-se flexível, adaptável, mantendo um espírito aventureiro e curioso para podermos experimentar coisas novas, usando todas as nossas virtudes, talento e experiência do passado.”), perceberemos imediatamente que esta proposta é alargada a todo o mês de Junho.   A diferença entre estes dois 5 reside no facto de cada um deles estar associado a frequências da sua vibração algo diferentes.   Um 5 representa mudança de paradigma, libertação de conceitos obsoletos e transição para modelos novos, o que obviamente pede flexibilidade mental e desconstrução dos velhos planos rígidos da mente inferior que se dedica a cimentar os nossos pensamentos negativos, destrutivos e corrosivos em padrões tão viciantes que se tornam “reais”. São autênticas barreiras as que criamos entre nós e o mundo exterior. Evidentemente, esta tomada de posição, leva a eternas falhas na comunicação com os outros, e em última análise à não comunicação; a mundinhos próprios e a ideias e preconceitos arreigados e a egos sobremaneira inflamados. Estes muros que nos separam dos outros também nos separam de nós mesmos, criando, dando forma e alimentando o personagem autista que vive em cada um de nós.   Daí que a proposta do mês passado, com a regência do 13/4, nos tenha pedido que iniciássemos uma profunda transformação a partir de dentro, a começar pelas nossas estruturas rígidas – o nosso esqueleto – onde assentam as bases, sobre as quais edificamos o nosso edifício. A Morte – a lâmina XIII do Tarot anuncia a queda do ego (a Torre – lâmina XVI do Tarot), mais à frente, caso não trabalhemos a nossa humildade, em profunda consciência de quem e do que somos. É tempo de deixar para trás esse “autismo” e de começar a ver com olhos de ver e a ouvir com ouvidos de ouvir. É tempo de trazer um profundo equilíbrio à nossa vida, mas isso exige um compromisso que a maioria de nós não consegue levar a cabo.       O 5 (redução de 14) como Regente Numerológico de Junho e que está aqui para cada um de nós, com este desafio proposto pelo número 14, pede que ganhemos confiança em nós mesmos, pede que arregacemos as mangas e olhemos para toda a nossa vida, não como um todo, (não agora, isso fica para mais tarde), mas que a observemos e analisemos em cada aspeto, em cada detalhe e que nos demoremos a amar cada parte. E também pede coragem para nos desfazermos de cada obstáculo, de cada impedimento, de cada dificuldade, mas… com uma postura de isenção, isto é, sem nos julgarmos, culparmos ou nos sentirmos menos dignos das nossas ações do passado. É preciso sentir muito amor por cada passo que demos, damos e daremos. É preciso sentir muito amor pelo “que somos” e não por “quem somos”. É necessário definir o “que somos”, o que sentimos, o que pensamos, antes de agirmos e depois sim, podemos agir e devemos agir, fazer, materializar, dar forma aos pensamentos gerados pelas nossas emoções (já trabalhadas) com uma intenção plena, clara, assertiva, construtiva e criativa.   Todas as dimensões ou esferas da nossa vida devem ser tidas em conta durante este mês e vistas à lupa:   Como me relaciono comigo mesmo? Como me relaciono com o meu par? Como me relaciono com os meus filhos? Como me relaciono com cada uma das pessoas que fazem parte do meu mundo real ou virtual? (Se bem que na minha opinião pessoal, não exista grande diferença). O que é que eu dou a mim mesmo? Dou-me tempo? Dou-me amor? Respeito os meus ritmos? Nessa sequência, o que dou aos outros? E o que recebo? Como recebo as críticas? E os elogios? E como reajo perante a indiferença do outro? Como me sinto no meu trabalho? E se estou desempregado, o que estou a fazer para criar as condições adequadas para executar o trabalho que sinto que mereço? E a propósito, sinto-me MESMO merecedor?   E assim por diante…   Sim eu sei… dá trabalho, é algo muito exigente.       Mas olhe bem para a sua vida agora. Está feliz? Sente-se alegre e maravilhado a cada momento? Não?   Já experimentou fazer este trabalho consigo em vez de estar sempre a justificar a sua infelicidade, atribuindo aos outros a culpa pelos seus fracassos?   Experimente e depois tire as suas próprias conclusões. Pode sempre voltar à velha energia, ao velho formato confortável… que está cada vez mais desconfortável, não é verdade?   Nesse caso, não tem nada a perder, é só mais uma experiencia na vastidão das experiências que a alma se propõe aqui na Terra.   Este é um trabalho que exige compromisso constante. Pode ser feito pelo próprio ou com acompanhamento inicial por um facilitador da nossa total confiança. Um verdadeiro facilitador é aquele que antes de mais trabalha em si mesmo e não se diz guru, mestre ou o que quer que seja, pois somos todos aprendizes nesta matéria. A diferença pode estar na experiência, na prática constante e no compromisso que o facilitador tem consigo mesmo.   Se entender iniciar ou retomar este trabalho consigo mesmo, prepare-se para ter muitas surpresas. Não digo que é fácil, porque não é. Nem tudo serão rosas. Mas asseguro-lhe que é o início de uma bela aventura que devolve compreensão, compaixão, serenidade interior, clareza mental, assertividade, pró-atividade e momentos únicos de felicidade e comunhão com a sua essência. A sua vida, o seu propósito ganharão novo impulso, novos tons e nova alegria.       Devemos também tomar em consideração quatro períodos importantes ao longo deste mês e que passo a referir.   Em primeiro lugar, consideremos o período de 1 a 7 de Junho que é regido pelo Número 5, acerca do qual já falámos bastante. No entanto, esta semana 5 é exatamente, a que inicia todo este processo, para aqueles que estiverem dispostos a pegar neste desafio e a fazer alguma coisa com a energia que está disponível aqui e agora. Pode ser uma semana onde sentirá ondas de grande libertação, como se estivesse a sair-lhe um peso de cima, ou pelo contrário, pode sentir-se amordaçado, impedido, castrado, nas suas intenções. Se assim for é tempo de cortar essas cordas e seguir em frente. Leve em conta que não é necessário que esse corte seja abrupto, não é preciso que ninguém saia magoado de nenhuma situação, seja ela qual for. Seja sensato e trate de tudo com o mesmo respeito, carinho, educação e amor que gostaria que tivessem por si. Esteja preparado para qualquer situação inopinada que possa surgir, independentemente das suas classificações internas, isto é, se é boa, se é má. Independentemente do que acontecer, saiba que tudo é por um Bem Maior e que desconhecemos o Plano de Deus para as nossas vidas.       No período de 8 a 14 de Junho o Regente é o Número 4. Trata-se de um período importante para fazer aqueles trabalhos internos que estão descritos acima, é só um exemplo, se lhe fizer sentido, claro. Podem ser aquelas perguntas ou outras que sinta mais pertinentes para o seu momento atual. É o momento de arrumar a casa, o escritório, de se organizar, de tomar decisões importantes, de clarificar quaisquer mal-entendidos, enfim, é o momento adequado para trazer equilíbrio onde quer que sinta ou saiba que há caos, confusão, questões pendentes, etc. Pode traçar objetivos e metas profissionais ou pessoais. Planificar e arranjar estratégias, com todos os pormenores, como datas, custos, locais, etc. Trate de tudo atempadamente. Se fizer a sua parte, sentirá a consciência tranquila e ninguém lhe poderá apontar o dedo. Livre-se de tudo o que o impede de conseguir espaço e tempo para as suas tarefas, quer se trate de deveres ou direitos.       Tanta turbulência e tanta necessidade de trazer ordem ao caos só podiam culminar numa Regência 9, no período de 15 a 21 de Junho. Finalmente, um momento dedicado a olhar para tudo isto a partir de um nível mais elevado de consciência, ou seja, a partir daquela parte de nós que é divina, aquela centelha que Aquele Que Tudo Cria, coloca em cada um dos seus filhos muito amados. O 9 revela, àqueles que buscam ligar a sua essência ao Pai/Mãe, Deus/ Deusa, muitas maravilhas, permitindo-lhes sentir uma totalidade e uma plena comunhão com o Todo, com o Uno, com o Indivisível. Estes momentos são muito necessários e importantes, e muitos de nós, experienciam esta sensação de união, de completude, a intervalos cada vez mais curtos, por vezes, em diferentes momentos do dia. Um dos sinais mais visíveis é quando reparamos em sequências de números repetidos (ex:11:11) ou números espelho (ex: 13:31). O 9 também pode ser um zero (0), representando a eternidade, os ciclos que continuamente começam e terminam. A serpente que engole a sua própria cauda. O imanifestado que depois de se experimentar nas mais variadas e intensas vivências na forma, regressa ao plano invisível, onde a matéria dá lugar ao espírito.   Para aqueles de nós que ainda se sentem longe de viver este tipo de experiências, é um bom momento para fazer uma limpeza aos armários e às gavetas (tanto às de casa como às da mente e das emoções a ela associadas) e iniciar um processo de desapego. É hora de deixar ir e deitar fora tudo o que não lhe devolve paz, tranquilidade e harmonia. Dessa forma poderá arranjar espaço, tanto físico (nas gavetas lá de casa) quanto mental (clareza e articulação de pensamentos), por exemplo.       E finalmente, eis-nos chegados ao período de 22 a 30 Junho que é Regido pelo magnífico Número Mestre 11. A energia do 11 pede que nos concentremos, naquilo que é essencial e indispensável para a nossa vida. Tudo o resto são pormenores decorativos. Esta frequência é tão subtil, tão inefável, que nem todos a irão sentir desta forma. É preciso estar muito atento e aberto ao novo, ao diferente, ao desconhecido. Lembre-se que tememos o que desconhecemos e que estamos viciados em desprezar, desdenhar e criticar, precisamente, o que tememos. Considere aqueles doidos do passado que um dia afirmaram que nos poderíamos deslocar pelo ar. Ou aquele que se atreveram a afirmar que a Terra é que girava em torno do Sol. Ridículo, não é?   Esta vibração não apela tanto aos sentidos físicos, embora também o possa fazer, antes apela muito mais e ressoa na totalidade com os nossos sentidos supra ou extrafísicos. O 11 rege a intuição, a visão interior, a 3ê visão e também a ligação ao chakra da coroa e portanto liga-nos a energias de elevada qualidade espiritual. É uma vibração-guia. Ela orienta-nos no caminho intuitivamente. Sentimos, pensamos e agimos de forma coordenada e entrelaçada, e sob a sua influência não há espaço para a habitual falta de confiança em nós, na vida e na humanidade. Sob esta frequência vemos para além do visível, do palpável e do imaginável. Sabemos que há algo maior. É uma vibração poderosa e magnífica, surpreendente e leve, porém, não tolera, a mesquinhez, a maldade, a maledicência, a inércia, a insensatez, a violência, e assim por diante. Tudo o que se interpuser entre nós e esta vibração será arrastado, engolido, destruído como se de uma catástrofe natural se tratasse. Quem interferir com o planeta e com os seus seres sentirá, mais cedo ou mais tarde, a “violência” em si mesmo e na sua vida. A vibração 11 é aquela que abre os portais da Nova Terra.   Para quem não estiver ainda alinhado com esta vibração, sentirá o efeito através da energia 2 (1+1=2) que é mais modesta e mais alinhada com as questões mundanas, terrenas, por assim dizer. Deste modo alguns de nós sentirão ou continuarão a sentir de forma muito intensa ainda, as consequências da sua própria divisão interna, o que invariavelmente leva ao sofrimento e ao consequente carrossel da vida: umas vezes sentindo-se os melhores do mundo outras vezes os mais miseráveis. O desafio para o comum dos mortais é precisamente aprender a caminhar no sentido de equilíbrio, nem 8 nem 80, nem muito ao mar, nem muito à terra.   Somos levados a experimentar o mundo nas duas polaridades e depois de compreendermos que nenhuma delas nos leva de volta a casa, empreendemos o caminho do meio. Só mantendo-nos nesse trilho poderemos experimentar a tão desejada paz interior e a tal “iluminação”!   Desejo a todos nós um excelente mês de Junho.     ' Numeróloga Transpessoal

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